UX/UI Design: Lições que os Games podem ensinar

Publieditorial | 07 de Fevereiro de 2019 às 08h00

Pense no seu game favorito. Com certeza, ele é (ou foi) considerado um dos melhores do mercado pelos mesmos motivos que lhe fazem gostar dele: é criativo, altamente interativo e ensina novas possibilidades conforme os níveis aumentam. Tudo bem parecido com o trabalho de UX/UI design. Duvida? Confira!

Vamos fazer comparações práticas com um dos jogos mais famosos do mundo: Super Mario Bros. Neste vídeo, o designer responsável pelo clássico fala sobre o processo seguido para a criação do primeiro nível do game.

Shigeru Miyamoto explica que a ideia não era fazer com que os players tivessem que ler um tutorial para conseguir avançar no jogo. Muito pelo contrário, o japonês desenvolveu uma história que permitia que o próprio jogador desvendasse o que deveria ou poderia ser feito para chegar ao final. Criou, então, uma plataforma simples e intuitiva que, naturalmente, guiava nossas ações até que descobríssemos incríveis reações - como o Mario em tamanho maior, os efeitos positivos ou negativos dos cogumelos e tartarugas, túneis secretos e moedas escondidas em tijolos.

Concorda que podemos traçar um paralelo entre tudo isso e o que se espera de um bom profissional de UX/UI?

Bons UX/UI designers pesquisam e pensam primeiramente nas expectativas dos respectivos públicos, para só depois desenvolver um plano de ação. Simples, objetivo e autoexplicativo. Sem qualquer acessório desnecessário, sem enfeites ou ornamentos.

Dito isto, chegou a hora de usarmos os games como aliados na vida profissional e tentar perceber quais são as lições aprendidas com os gênios do vídeo-game para melhorar o trabalho de UX e UI designers.

O que games ensinam para UX/UI design

São muitos os vieses possíveis quando passamos a enxergar, nos games, oportunidades de aprender um pouco mais sobre o que é esperado daqueles que trabalham com UX/UI design.

Para falar com mais propriedade sobre o assunto, tomamos por base um post incrível e realmente inspirador caso você queira entregar experiências mais agradáveis ao seu usuário.

Aqui estão algumas dicas importantes aprendidas com games e que podem ser aplicadas para o desenvolvimento de plataformas web e mobile mais inteligentes:

Simplifique

Nos games, basta apertar um botão para correr, outro para pular ou dar dois cliques para atirar, por exemplo. Com passos simples, logo vem a primeira recompensa. O jogo se desdobra aos poucos. É como se os tutoriais estivessem intrínsecos e se apresentassem conforme as coisas acontecem.

Pensar em experiências mobile e web vai muito ao encontro com essa mesma ideia. Facilite o processo do usuário, diminua atritos, vá direto ao ponto. Segundo a referência, “a melhor forma de introduzir um produto é fazer com que o visitante desempenhe pequenas ações, apresentando novas funcionalidades conforme a jornada acontece.”

Considere personas

Dependendo do projeto de design, os públicos podem ser diversos. Por isso, assim como nos games, é essencial estabelecer personas específicas para cada estilo de jogo (ou, nesse caso, cada necessidade ou expectativa mediante o acesso).

O Airbnb é um bom exemplo nesse sentido. Já de cara, oferece opções de acordo com as expectativas dos usuários. É possível explorar o site para buscar acomodações, experiências ou restaurantes. Ou, se preferir, adaptar a pesquisa para fins de lazer ou negócio.

Ofereça recompensas

Um jogo interessante é aquele que oferece desafios e, claro, recompensas - ou achievements. Não há nada como a felicidade da conquista ao passar de nível, desbloquear novas funcionalidades ou conseguir munição extra, não é?

Recompensas podem vir de várias formas e são maneiras inteligentes de manter o jogador conectado, curioso e satisfeito com o roteiro traçado.

É esse tipo de motivação que não pode faltar no trabalho de um UX/UI designer. Pode ser uma medalha conforme o usuário interage em um app, um desconto sobre o valor de uma compra, um brinde inesperado em um combo, entre muitas outras possibilidades.

Crie jornadas transparentes

Não, isso não quer dizer que você vai dar spoilers. Mas tanto nos games quanto em ambientes virtuais, é importante que o usuário saiba para onde está indo e quanto falta para completar a sua jornada.

Trabalhe com listas, barras de progresso, porcentagens ou um passo-a-passo para representar o avanço das etapas. Exemplos simples incluem o preenchimento do seu perfil profissional no Linkedin ou a exposição do tempo de leitura de artigos e notícias em portais como o Think With Google.

Dê feedbacks imediatos

Todo gamer gosta de saber que está no caminho certo. O mesmo ocorre com o visitante de um site ou app. Logo, fica estabelecido um processo de aprendizagem contínua. Outro ponto positivo é que o usuário sente estar no controle da situação e, portanto, há uma sensação de satisfação com suas ações.

Ao planejar uma interface, é preciso ter em mente qual é a principal funcionalidade do seu produto/serviço e quais as ações/passos o usuário dará regularmente para a utilização da plataforma.

O Uber, por exemplo, pode servir de inspiração neste caso. O usuário confirma o ponto de encontro (ação), a plataforma avisa que está buscando motoristas próximos (reação), o motorista é encontrado (feedback).

E aí, gostou?

Que outras lições dos games você pode aplicar no seu trabalho enquanto UX/UI designer? Os aprendizados são muitos, com certeza!

Mas se você quer aprender UX/UI design de verdade, é preciso investir em uma educação efetiva e de qualidade! Já pensou aprender tudo isso em um bootcamp imersivo de 9 ou 24 semanas e sair pronto para dominar o mercado de trabalho?

É exatamente essa a proposta da Ironhack! A Escola Global de Tecnologia, com presença em mais de 10 cidades na América Latina e Europa tem um curso de UX/UI Design que é líder do ranking mundial de cursos de Design pelo portal SwitchUP, de comparação de cursos técnicos. Clique aqui para participar do processo seletivo.

Por fim, o importante, independente da abordagem ou do propósito, é sempre lembrar que a sua ideia, enquanto UX/UI designer, é fazer com que o público-alvo queira continuar a navegação ou a experiência - que o seu player queira continuar jogando, em busca de mais recompensas,mais níveis e mais descobertas.

Poderíamos continuar falando sobre outros vários pontos que games e UX/UI design têm em comum. Mas vamos deixá-los para a próxima fase. Combinado?

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.