SNES Classic Mini é hackeado e já roda quase 100 jogos

Por Redação | 09 de Outubro de 2017 às 10h39

Menos de uma semana depois de seu lançamento nos Estados Unidos, Europa e Japão, o SNES Classic Mini já está desbloqueado. Hackers publicaram, neste fim de semana, um método simples para que mais jogos do Super Nintendo, além dos 21 títulos já disponíveis no aparelho, possam ser colocados na memória do console a partir de ROMs disponíveis livremente na internet.

Na realidade, os trabalhos para desbloqueio do dispositivo começaram assim que ele chegou às lojas, e apenas dias depois já haviam soluções para fazer isso. No último final de semana, entretanto, surgiu o que os especialistas chamam de primeira versão “final” do desbloqueio, com instruções claras para os usuários mais leigos e funcionamento simples.

O sistema, basicamente, trabalha a partir de uma alteração do kernel do sistema operacional do SNES Classic Mini. A partir disso, é possível rodar títulos que não estão na biblioteca inicial do console, com de 60 a 90 jogos podendo ser armazenados na memória do console, de acordo com o tamanho de cada um deles.

Nem todos, entretanto, funcionam perfeitamente – só a maioria. De acordo com os dados revelados pelos hackers, que estão sendo compartilhados em uma lista pública baseada na experiência dos próprios usuários, 75% da biblioteca original do Super Nintendo funciona em sua versão em miniatura, enquanto o restante até é jogável, mas apresentando problemas. Os especialistas dizem estar trabalhado para que o restante da biblioteca rode adequadamente.

Para que tudo funcione, o usuário precisa apenas ligar o aparelho ao computador por meio do cabo USB que o acompanha e baixar um aplicativo para desbloqueio, que deve ser instalado no computador. Depois, basta seguir as instruções na tela para que os títulos originais, na memória, sejam apagados e substituídos pelas ROMs baixadas da internet – cuja conversão para um formato compatível acontece de forma automática, na maioria dos casos.

Entretanto, os próprios hackers avisam que esse é um processo que pode danificar permanentemente o aparelho. Além disso, é claro, não é necessário dizer que a Nintendo também não aprova a prática, com sua realização anulando completamente a garantia caso aconteça algum problema durante o processo.

Por outro lado, não há muita coisa que a “Big N” possa fazer a respeito. O SNES Classic Mini é completamente desconectado, o que significa que ele também não pode receber atualizações de sistema que, como em videogames tradicionais, poderiam servir para remover as portas de entrada usadas pelos hackers.

O mesmo processo já havia acontecido no ano passado, com o NES Classic Mini – e foi facilitado pelo fato de a nova versão do SNES utilizar praticamente o mesmo hardware. Entretanto, no caso do antecessor, até mesmo games de outras plataformas, incluindo o próprio Super Nintendo, funcionavam, o que ainda não é possível no novo aparelho. Mas isso é apenas uma questão de tempo, como afirmam os hackers.

Fonte: Polygon

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