Siga o @canaltech no instagram

Estudo: criptomineração ainda é a maior ameaça para empresas

Por Rafael Arbulu | 15 de Abril de 2019 às 11h51

A empresa de segurança Check Point disse, em novo estudo, que os malwares de mineração de criptomoedas (Cryptomining, a “criptomineração”) ainda são a maior ameaça para empresas e representantes do setor corporativo. Para a firma, isso é especialmente verdade em provedoras de soluções e serviços baseados na computação na nuvem.

Malwares de mineração são considerados problemáticos pelo seu funcionamento: embora não exista ilegalidade nenhuma na ação de “minerar bitcoins”, esse é um processo que demanda copiosos investimentos em hardware e tecnologia, haja vista que o poder computacional requerido para uma mineração minimamente funcional é muito alto.

Por isso, hackers se aproveitam de acessos ilegais a estruturas de internautas e, em boa parte dos casos, empresas, usando o seu poder de processamento para conduzir a mineração que será benéfica somente a ele. Em outras palavras: ele usa seus recursos para ganhar dinheiro para ele, enquanto a empresa fica com a conta.

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.
Alguns navegadores e softwares oferecem detecção de bots de mineração, no intuito de coibir essa ação e salvar as finanças de grandes corporações

No último mês, serviços de mineração que se valiam desta prática — Coinhive e Authedmine — encerraram suas atividades, mas a Check Point estima que o Coinhive afetou 23% das grandes empresas no mundo inteiro. “Pela primeira vez desde dezembro de 2017, o Coinhive caiu da primeira posição [no ranking de mineradores], mas ainda que tenha operado apenas por seis dias em março, ele ainda era o sexto malware mais presente a afetar organizações naquele mês”, explica Maya Horowitz, diretora de inteligência de ameaças e pesquisa da Check Point.

A especialista estima que, com a queda no valor das criptomoedas (em especial o bitcoin), outros malwares devem seguir o destino do antigo líder e paralisar suas operações. Porém, ela ressalta que isso não significa o fim da atividade: “Eu suspeito que cibercriminosos vão encontrar formas de assegurarem atividades mais robustas de criptomineração, como fazê-la em ambientes de nuvem, onde a sua capacidade autoescalável permite a criação de maiores cargas de criptomoedas”.

Ela ainda diz que diversas empresas tiveram que arcar com prejuízos consideráveis, decorrentes do pagamento de centenas de milhares de dólares aos seus provedores de soluções em nuvem, somente pelo uso ilícito de mineradores.

Fonte: Gadgets Now

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.