China também quer lançar missão para explorar asteroides

Por Patrícia Gnipper | 19 de Abril de 2019 às 10h30

Depois de missões bem sucedidas de outras nações no envio de sondas para estudar asteroides de pertinho, em breve será a vez da China de se tornar uma nação de destaque na exploração desses objetos espaciais. O país asiático revelou planos de enviar uma ambiciosa missão com 10 anos de duração para coletar amostras de um asteroide próximo da Terra.

Em anúncio oficial, Liu Jizhong, chefe do Centro de Engenharia de Exploração e Espaço da China, confirmou que a missão está no papel, e que, depois de coletar amostras do asteroide HO3 2016, a sonda retornará à órbita da Terra, onde será dividida em duas partes — uma carregando as amostras e trazendo-as à superfície do planeta, e outra alçando voo e partindo rumo ao cometa 13P/Olbers.

O asteroide HO3 2016 (Imagem: NASA)

Para isso, a China está convidando colaboradores para colocar experimentos nas sondas, coisa que a agência espacial do país já fez anteriormente, quando combinou com o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França que levaria experimentos franceses à Lua com a missão Chang'e 6 — a Chang'e 4 está neste momento explorando o lado afastado da Lua, enquanto a Chang'e 5 será lançada ao nosso satélite natural até o final de 2019, para depois ser a vez de enviar a Chang'e 6 à superfície lunar.

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A China está firme e forte em seu objetivo de atingir o status de superpotência espacial, ao lado de nações como Estados Unidos e Rússia, e o pouso da Chang'e 4 no lado afastado da Lua foi um passo importante rumo a esse objetivo, pois a China se tornou o primeiro país a pousar uma nave no hemisfério lunar que nunca pode ser visto daqui da Terra.

Atualmente, o país gasta mais em seus programas espaciais civis e militares do que a Rússia e o Japão, perdendo apenas para os Estados Unidos. Em 2017, seu orçamento para programas espaciais foi estimado em US$ 8,4 bilhões. O cronograma para a missão de exploração de asteroides não foi revelado.

Fonte: Phys.org

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