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Esta é a última imagem do espaço que o telescópio espacial Kepler registrou

Por Patrícia Gnipper | 08 de Fevereiro de 2019 às 15h24
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Oficialmente aposentado em outubro do ano passado, o telescópio espacial Kepler ficou conhecido como o "caçador de exoplanetas", pois com suas observações a ciência conseguiu descobrir (e confirmar) milhares de exoplanetas em nosso universo — aqueles que orbitam outras estrelas além do nosso Sol. Agora, a NASA divulgou esta que foi a última imagem registrada pelo telescópio.

A foto, que ganhou o título de "Last Light" (ou "Última Luz"), chegou à agência no dia 25 de setembro de 2018, na verdade, pouco antes de o combustível do Kepler se esgotar por completo. Naquele momento, as lentes do telescópio estavam apontadas para a constelação de Aquário, e nas imagens é possível observar o sistema TRAPPIST-1 e seus sete planetas rochosos. Já as faixas pretas que estão ao longo da foto (como se fossem molduras de uma colagem) são consequência de falhas aleatórias que afetaram a câmera do Kepler.

Esta é a foto "Last Light", a última imagem registrada pelo já avariado Kepler (Foto: NASA)

Você pode não ver lá muita graça nessa foto, até porque nos acostumamos a ver imagens deslumbrantes de objetos espaciais por conta do telescópio espacial Hubble, mas a verdade é que a missão do Kepler nunca foi registrar o espaço em imagens de tirar o fôlego (como é o caso do Hubble). O Kepler foi desenvolvido para proporcionar observações de objetos distantes, em especial estrelas, analisando a variação de seus brilhos para encontrar eventuais planetas passando em sua frente — que é o método do trânsito: quando um planeta passa em frente à sua estrela, o brilho capturado pelo Kepler é alterado, e os dados obtidos revelam coisas como tamanho, massa e outras características do planeta em questão.

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E, como ainda não temos tecnologia suficiente para dar zoom em uma estrela extremamente distante para fotografar em detalhes os planetas em suas órbitas, telescópios como o Kepler são a melhor solução que temos hoje em dia nessa busca por exoplanetas. Com base nos dados analisados e nas constatações dos cientistas, então são criadas artes conceituais prevendo como tais exoplanetas aparentam ser.

Com dados do Kepler, foi possível detectar mais de 2.600 exoplanetas, sendo que o telescópio observou, no total, mais de 530 mil estrelas em quase 10 anos de história. Lançado em março de 2009, o Kepler recebeu a maior câmera digital desenvolvida até então para se observar o espaço. Seu sucessor é o telescópio espacial TESS, lançado em abril de 2018, e continuará a missão do Kepler na busca por exoplanetas, contando com tecnologias mais modernas do que as de 2009 e, claro, uma câmera ainda mais poderosa.

Fonte: NASA

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