Nintendo “monitora” cloud gaming, mas quer se manter em vendas diretas de jogos

Por Rafael Arbulu | 18 de Junho de 2019 às 16h56
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No mercado de jogos, nenhuma novidade passa despercebida pela concorrência: a Nintendo não é exceção, com pelo menos dois executivos da empresa tendo confirmado que a gigante japonesa está de olho nas evoluções tecnológicas trazidas pelo cloud gaming. Em especial, Google (com o Stadia) e Microsoft (com o Project xCloud).

Ao TechCrunch, o executivo da Nintendo of America, Charlie Scibetta, disse durante a E3 2019 que “o streaming é certamente uma tecnologia interessante. A Nintendo está de olho nela e estamos avaliando [o cloud]. Não temos nada a anunciar agora em termos de adoção dessa tecnologia. Para nós, ainda seguimos nas vendas físicas e digitais por meio da nossa eShop”.

Já Doug Bowser (sim, sério), recentemente empossado como presidente da Nintendo of America e comparecendo à sua primeira E3 no novo cargo, ressaltou que o streaming de jogos por meio da tecnologia de nuvem não é, ainda, “a praia” da “Big N”, mas fez eco às palavras de Scibetta ao confirmar que a Nintendo enxerga isso com bons olhos: “é sempre interessante ver o que os outros estão fazendo no mercado. Nós estamos sempre interessados em como as diversas novas tecnologias podem criar novas formas de se jogar diferentes títulos”, ele disse, antes de confirmar ao Hollywood Reporter que, por ora, a intenção da Nintendo é concentrar as vendas no material físico e digital para o Nintendo Switch.

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Doug Bowser, que sucede Reggie Fils-Aime como presidente da Nintendo of America, disse que a empresa está acompanhando as evoluções tecnológicas em cloud gaming, mas por ora, a "Big N" se manterá concentrada nas vendas de mídias físicas e downloads pagos via eShop (Imagem: Acervo/Nintendo)

Pouco antes do início da E3, a Google confirmou mais alguns detalhes sobre o Stadia: as ofertas iniciais do produto serão voltadas a 14 países — todos tendo em comum o fato de que nenhum deles se chama “Brasil” (ou seja, ficamos de fora) — e trará modelos diversificados de planos: uma assinatura gratuita sem acesso aos jogos (que seriam adquiridos separadamente), uma inscrição mensal (pelo valor de US$ 9,99, com jogos selecionados disponíveis e adições futuras pagas à parte) e uma edição especial para “fundadores” que entraram ao serviço antecipadamente (por US$ 129, o usuário receberá um Chromecast Ultra, controle exclusivo, o game Destiny 2 com todas as expansões e três meses de assinatura da plataforma). A estreia do serviço está prevista para novembro deste ano.

Já a Microsoft não entrou em grandes detalhes sobre o xCloud durante a sua conferência na E3 2019: Phil Spencer, executivo da empresa que chefia a sua divisão de gaming, confirmou que alguns jogos dela na feira estavam rodando pela plataforma de nuvem e, embora ainda não se comprometesse com uma data de lançamento, assegurou que teríamos “um gostinho” do projeto em meados de outubro, quando o console Xbox One deve se tornar uma espécie de “servidor privado” com capacidade de transmitir o jogo rodando nele para qualquer dispositivo da casa.

Fonte: Techcrunch; Hollywood Reporter

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