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Áudio revela que pilotos da American Airlines confrontaram Boeing após acidente

Por Thaís Augusto | 15 de Maio de 2019 às 22h10
Captura/YouTube
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Depois do primeiro acidente fatal com o avião de modelo 737 Max, a Boeing confirmou a pilotos da American Airlines que o software seria atualizado em até seis semanas. Só que cinco meses depois daquela conversa, um segundo avião do modelo 737 Max caía na Etiópia por problemas no mesmo software.

Os áudios da conversa entre os pilotos da American Airlines e um funcionário da Boeing foram relevados nesta quarta-feira (15) pela CBS News. A reunião aconteceu em novembro, poucas semanas depois da queda do avião da companhia aérea Lion Air no Mar de Java, na Indonésia.

Durante a conversa, o funcionário da Boeing diz que a empresa não quer apressar o processo, mas que as mudanças de software estão chegando. Os pilotos indicam que não estão cientes do sistema MCAS, que deveria garantir uma operação segura da aeronave ao indicar o ângulo correto do avião e corrigir sua rota em caso de discrepância.

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"Nós simplesmente merecemos saber o que está acontecendo em nossos aviões", um dos pilotos diz. Em resposta, o funcionário não identificado responde: "Eu não discordo". Enquanto isso, o piloto continua: "Esses caras nem sabiam que o maldito sistema estava no avião", aparentemente referindo-se aos pilotos da Lion Air. "Nem ninguém mais".

"Não sei se o entendimento desse sistema teria mudado o resultado disso", explicou o funcionário da Boeing. Mais tarde, descobriu-se que a falha do software causou ambos os acidentes. "Em um milhão de milhas, você talvez voe nesse avião, e talvez em uma dessas vezes você se depare com o sistema MCAS".

As quedas das aeronaves das companhias aéreas Lion Air e da Ethiopian Airlines resultaram em 346 mortes.

Relatórios implicam o MCAS e leituras incorretas do sensor

Relatórios preliminares sobre as duas colisões implicaram o sistema de controle de voo que a Boeing projetou para operar em segundo plano: o software escolhido fez com que o 737 Max voasse como versões antigas da aeronave – o modelo mais atual do Boeing 737 foi anunciado em 2011.

Neste caso, a Boeing apenas garantiu que os aviões tivessem similaridades suficientes, evitando gastar dinheiro com programas caros para o treinamento de pilotos.

Com a queda dos aviões, também foi descoberto que o MCAS recebeu leituras de sensor defeituosas durante os voos da Lion Air e da Ethiopian e repetidamente empurrou os narizes dos aviões para baixo, e finalmente em mergulhos íngremes. As tentativas dos pilotos não foram suficientes para contornar o sistema.

Recentemente, a Boeing revelou que desde 2017 sabia que os sensores não estavam funcionando em muitas aeronaves 737 Max e que tinha um plano para implementar a correção em uma atualização de software – que nunca chegou aos aviões.

Fonte: CNN

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