Identidade e segurança no meio eletrônico com chaves criptográficas

Por Lucas Vieira | 01 de Junho de 2019 às 08h37

Uma das maiores controvérsias a respeito dos serviços baseados na tecnologia de desenvolvimento em blockchain é a identidade. A rede que nasceu para registro de eventos digitais com anonimato, tem recebido investimento de entusiastas da autenticação, como exemplo, publicado recentemente pelas empresas SK Telecom e Deutsche Telekom (DT) na MWC19 (Mobile World Congress). Isso pode significar novos formatos de uso de identidade móvel. Apesar disso, ainda existe o receio de registrar uma chave criptográfica com os dados pessoais do seu titular, distribuída para toda a rede. Mas porque isso é um problema? Basicamente, todos os usuários terão acesso à chave, e quando o poder computacional superar a segurança desta, o que é chamado de decaimento algorítmico, dados pessoais poderão ficar expostos.

A ideia de se fazer uma identidade digital para, principalmente, abolir os inúmeros usernames e passwords que criamos – basicamente um para cada aplicação -, não é novidade trazida pela tecnologia de blockchain. Na verdade já existe tecnologia disponível para isto aqui no Brasil há quase vinte anos, com infraestrutura e hierarquia públicas garantindo validade jurídica e não-repúdio para as ações praticadas com os chamados Certificados Digitais, que também são chaves criptográficas, mas no caso da tecnologia utilizada, você escolhe com quem quer realizar transações e compartilhar a parte pública da sua chave para comprovação e garantia de autoria.

Recentemente, o órgão máximo de Identidade Digital no Brasil tem realizado esforços para garantir uma maior acessibilidade a esta tecnologia para todos os cidadãos. Esta condição abrirá portas para garantir maior segurança e capacidade de identificação e autoria de transações e autenticação no meio eletrônico.

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É aqui que reside a tão sonhada independência de cartórios, filas e esperas intermináveis em repartições públicas e privadas, para retirar um simples documento, transferir um bem, autenticar um contrato, ou mesmo reconhecer firma de assinaturas. Concordamos que a desburocratização deve ser uma constante, mas é necessário que haja adeptos em prol dessa corrente que trará agilidade nos processos de validação em tantos âmbitos e relações privadas e públicas. Seremos nós os adeptos à desburocratização digital, ou deixaremos para as próximas gerações serem mais ágeis e proativas?

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